Como se preparar para a polissonografia
Exames e Diagnóstico

Como se preparar para a polissonografia

Por Dra. Elizabete Nogueira Januário · Cirurgiã-dentista · CRO-MG 1855017 de setembro de 2026~9 min de leitura

Dormir em um lugar diferente, com sensores pelo corpo, parece estranho — e é normal ficar apreensivo. Saber o que esperar ajuda a dormir melhor na noite do exame.

As orientações abaixo são gerais; siga sempre as instruções do laboratório.

“Um exame bem feito vale mais do que qualquer suposição. É ele que mostra o que acontece durante a noite.” — Dra. Elizabete Nogueira Januário

No dia do exame

Mantenha a rotina, evite cochilos longos e reduza cafeína e álcool, conforme orientação do laboratório. Tome os medicamentos habituais, a menos que o médico diga o contrário.

Lave o cabelo e evite cremes no rosto e no corpo, que atrapalham a fixação dos sensores.

Será que é só ronco?

Responda o teste de risco de apneia (STOP-Bang) — por você ou pelo seu parceiro. Leva cerca de 2 minutos.

Fazer o teste de risco

O que levar

Pijama confortável, itens de higiene, medicamentos, documentos e o pedido médico. Se usa travesseiro especial, pergunte se pode levar.

Se já usa CPAP ou aparelho intraoral, informe ao laboratório.

Sabia que? O exame não dói. Os sensores registram respiração, oxigenação, atividade cerebral, movimentos e posição.

E o teste domiciliar?

Em adultos selecionados, o teste domiciliar do sono pode ser indicado. Ele registra menos parâmetros, mas permite dormir na própria cama.

Saiba mais em qual exame detecta apneia.

ClassificaçãoIAH (eventos por hora)O que costuma significar
NormalMenos de 5Sem apneia pelo índice; o ronco pode existir e ser tratado.
Leve5 a 15O aparelho intraoral pode ser considerado em casos selecionados.
Moderada15 a 30Aparelho intraoral ou CPAP, conforme avaliação e tolerância.
Grave30 ou maisCondução médica especializada; o CPAP costuma ser a primeira escolha.

Classificação usual de gravidade da apneia obstrutiva (AASM). A interpretação do exame é sempre profissional. Faça o teste de risco antes da consulta.

Como é feito o exame de polissonografia?

Na polissonografia, a pessoa dorme uma noite em um quarto preparado do laboratório do sono. Antes de deitar, a equipe fixa sensores na cabeça, no rosto, no peito, nas pernas e no dedo, além de cintas no tórax e no abdome.

Esses sensores registram atividade cerebral, movimentos dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar, esforço respiratório, oxigenação, frequência cardíaca, ronco, posição do corpo e movimentos das pernas. Tudo é acompanhado por um técnico durante a noite.

Pela manhã, os sensores são retirados e você pode seguir a rotina. O registro é analisado e transformado em laudo, que é interpretado pelo médico.

A polissonografia dói?

Não. Os sensores são colados na pele ou presos com fitas e cintas, sem agulhas. Pode haver um leve incômodo pela quantidade de fios e pelo ambiente diferente, mas o exame não causa dor.

A maior dificuldade costuma ser dormir em um lugar estranho. Por isso, leve pijama confortável, mantenha seus horários e, se costuma ler antes de dormir, leve um livro.

Mesmo que você durma menos do que o habitual, o registro geralmente é suficiente. Se não for, o laboratório orienta sobre a necessidade de repetir.

Quer conversar sobre o seu caso?

Fale com a equipe da Dra. Elizabete em Uberaba-MG e agende sua avaliação.

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Posso tomar café ou remédios antes do exame?

A orientação mais comum é evitar cafeína à tarde e à noite no dia do exame, além de bebidas alcoólicas. Confirme sempre com o laboratório, porque as orientações podem variar.

Os remédios de uso contínuo, em geral, devem ser mantidos, mas informe todos à equipe. Remédios para dormir merecem conversa prévia com o médico que pediu o exame.

Se você mora em Uberaba e ainda não fez o exame, a consulta de avaliação do sono pode orientar o caminho até ele e, depois, ajudar a interpretar o resultado no contexto do tratamento.

Ansiedade antes do exame do sono

É comum ficar ansioso com a ideia de dormir monitorado. Saber que há um técnico acompanhando a noite, que o exame é seguro e que você pode chamar a equipe a qualquer momento costuma tranquilizar.

Chegue com calma, evite estímulos fortes à noite e siga sua rotina habitual. Se você tem um ritual para dormir, como ler ou ouvir música baixa, pergunte se pode manter.

Seu caso tem perfil para o aparelho intraoral?

Veja em poucos passos se vale avaliar o aparelho de avanço mandibular.

Verificar elegibilidade

O que acontece depois da polissonografia

Os dados registrados passam por análise detalhada, e o laudo é emitido com índices como o IAH, a saturação de oxigênio e a eficiência do sono. O resultado é discutido com o médico que solicitou o exame.

Se o diagnóstico for ronco primário ou apneia leve a moderada, a avaliação odontológica do sono pode analisar a possibilidade do aparelho intraoral. Leve o laudo completo para a consulta.

Preparo em 4 passos

1

Confirme as orientações

Ligue para o laboratório e tire dúvidas.

2

Mantenha a rotina

Sem cochilos longos no dia.

3

Separe a bolsa

Pijama, remédios, documentos e pedido.

4

Durma como em casa

Na medida do possível, siga seus horários.

As 10 dúvidas mais buscadas sobre o tema

Como é feito o exame de polissonografia?

Você dorme uma noite em um quarto do laboratório do sono. Antes de deitar, a equipe fixa sensores na cabeça, no rosto, no peito, nas pernas e no dedo, além de cintas no tórax e no abdome.

Durante a noite, são registrados atividade cerebral, movimentos dos olhos, tônus muscular, respiração, oxigenação, frequência cardíaca, ronco, posição e movimentos. Um técnico acompanha tudo.

O exame é seguro e não invasivo. Ao final, a equipe retira os sensores e você pode tomar banho e seguir o dia normalmente. Os dados registrados passam por análise detalhada e viram o laudo, que mostra o que aconteceu com a respiração, a oxigenação e o sono ao longo da noite.

A polissonografia dói?

Não. Os sensores são colados na pele ou presos com fitas e cintas, sem agulhas. Pode haver leve incômodo pelos fios e pelo ambiente diferente.

A maior dificuldade costuma ser dormir fora de casa.

Alguns pacientes sentem pequena irritação na pele pela cola dos sensores, que costuma passar em poucas horas. Se você tem pele sensível ou alergia a adesivos, avise a equipe antes. Leve também uma roupa confortável para dormir, de preferência com botões na frente, o que facilita a colocação das cintas.

Pode tomar café antes da polissonografia?

A orientação mais comum é evitar cafeína à tarde e à noite no dia do exame. Confirme com o laboratório, porque as instruções podem variar.

Evite também bebidas alcoólicas.

Além do café, chás pretos e mate, refrigerantes de cola, energéticos e chocolate também têm cafeína. O ideal é seguir a rotina habitual pela manhã e evitar essas bebidas a partir da tarde, para que o exame registre um sono o mais próximo possível do seu padrão real.

Posso tomar meus remédios antes do exame?

Em geral, os remédios de uso contínuo devem ser mantidos, mas informe todos ao laboratório. Remédios para dormir devem ser discutidos com o médico que pediu o exame.

Não suspenda nada por conta própria.

Se você usa remédio para dormir, pergunte ao médico se deve tomá-lo na noite do exame. Em alguns casos, ele prefere que o paciente mantenha a rotina; em outros, orienta suspender por alguns dias. Essa decisão é médica e depende do objetivo do exame.

O que levar para a polissonografia?

Pijama confortável, itens de higiene, medicamentos, documentos, pedido médico e, se quiser, travesseiro e um livro. Se já usa CPAP ou aparelho intraoral, informe.

Lave o cabelo e evite cremes no rosto e no corpo.

Se você usa óculos, aparelho auditivo, CPAP ou aparelho intraoral, leve e avise a equipe. Também é útil levar um casaco leve, porque a temperatura do laboratório pode ser diferente da sua casa. Chegue no horário marcado para que a montagem dos sensores seja feita com calma.

Quanto tempo dura a polissonografia?

O exame acompanha uma noite de sono, geralmente do início da noite até o começo da manhã.

Depois que os sensores são retirados, você pode seguir a rotina normalmente.

O horário de chegada costuma ser no início da noite, e a saída no começo da manhã. Se você trabalha cedo, combine o horário com o laboratório. Em geral, não há restrição para dirigir depois do exame, mas, se dormiu muito pouco, avalie se está em condições.

E se eu não conseguir dormir no exame?

É comum dormir menos do que em casa. Mesmo assim, o registro costuma ser suficiente para a análise.

Se não for, o laboratório orienta sobre a necessidade de repetir.

Mesmo poucas horas de sono costumam gerar dados úteis. O técnico observa a noite e pode orientar você a mudar de posição em alguns momentos para registrar diferentes situações. Se o registro for insuficiente, o laboratório explica as alternativas, que podem incluir repetir o exame.

Qual a diferença entre polissonografia e exame do sono em casa?

A polissonografia registra mais parâmetros, inclusive atividade cerebral, e é acompanhada por técnico. O teste domiciliar registra principalmente respiração e oxigenação, na sua cama.

O domiciliar pode ser indicado para adultos selecionados; quadros complexos pedem polissonografia.

A escolha entre polissonografia e teste domiciliar depende da suspeita clínica, da presença de outras doenças e do que o médico precisa avaliar. Quadros complexos, suspeita de outros distúrbios do sono ou comorbidades importantes costumam pedir a polissonografia completa.

Precisa de pedido médico para polissonografia?

Sim. O exame é solicitado por médico e o laudo é interpretado por médico.

Na avaliação odontológica do sono, se ainda não há exame, você recebe orientação sobre o encaminhamento.

Se você ainda não tem pedido médico, a consulta de avaliação do sono pode ser o primeiro passo: ela organiza os sinais, orienta o encaminhamento e, depois, ajuda a interpretar o resultado no contexto do tratamento. Assim, você chega ao exame com a indicação certa.

Quando sai o resultado da polissonografia?

O prazo depende do laboratório, porque a análise é detalhada. O laudo é discutido com o médico que solicitou.

Leve o laudo completo à avaliação odontológica do sono, se houver indicação de aparelho.

Com o laudo pronto, leve a versão completa às consultas, com gráficos e tabelas. O resumo de uma página ajuda, mas os detalhes — IAH por posição, saturação, eficiência do sono — fazem diferença na escolha do tratamento e na avaliação da elegibilidade ao aparelho intraoral.

Conclusão: preparo simples, informação valiosa

Leia também como entender o laudo da polissonografia.

Ronco ou cansaço tirando o sono da casa?

Agende uma avaliação de ronco e apneia com a Dra. Elizabete em Uberaba-MG — para você, para o seu parceiro ou para os dois.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou exame profissional. Ronco não é sinônimo de apneia, e o aparelho intraoral é indicado apenas para casos selecionados.