Implantodontia · Uberaba, MG

Enxerto ósseo para implante dentário em Uberaba

Muita gente descobre na consulta que “falta osso” para o implante. Isso é comum depois da perda de dentes e nem sempre impede o tratamento. O enxerto ósseo é uma das formas de recriar essa base.

Profissional analisando tomografia 3D da mandíbula no monitor

Por que o osso diminui depois que o dente é perdido

O osso que envolve a raiz, chamado osso alveolar, existe em função do dente. Quando o dente sai, essa região deixa de receber os estímulos da mastigação e tende a se remodelar, perdendo altura e, principalmente, espessura. Essa perda é mais intensa nos primeiros meses e continua de forma gradual com o tempo.

Infecções, doença periodontal, extrações traumáticas e o uso prolongado de dentaduras podem aumentar essa perda. Na região posterior superior, o seio maxilar também pode ocupar parte do espaço, situação tratada no levantamento de seio maxilar.

O enxerto ósseo é a colocação de um material na área com deficiência para que o próprio corpo forme osso novo ali. Ele pode ser feito antes do implante, ao mesmo tempo ou logo após uma extração, para preservar o volume. A tomografia computadorizada de feixe cônico é o exame que mede a altura, a espessura e a posição do osso em três dimensões e orienta essa decisão.

Já disseram que você não tem osso para implante?

Uma nova avaliação com tomografia pode mostrar quanto osso existe e quais caminhos são possíveis, com ou sem enxerto.

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Sinais e indicações

Situações em que o enxerto pode ser necessário

A necessidade só é confirmada com exame clínico e de imagem. Estas são situações em que ela costuma ser investigada.

01

Dente perdido há muito tempo

Quanto maior o tempo sem o dente, maior tende a ser a remodelação do osso.

02

Extração com perda da parede óssea

Infecções ou fraturas podem destruir parte do osso ao redor da raiz.

03

Doença periodontal avançada

A periodontite destrói o osso de suporte antes mesmo da perda do dente.

04

Rebordo fino ou “afundado”

Quando a gengiva parece estreita ou com depressão, o osso por baixo pode ser insuficiente.

05

Região estética anterior

Na frente, pequenas perdas de volume já podem afetar a aparência da gengiva e da coroa.

06

Uso prolongado de dentadura

A pressão da prótese sobre a gengiva pode contribuir para a reabsorção do osso.

Possibilidades

Tipos de enxerto, de forma geral

Os materiais e técnicas são escolhidos conforme o tamanho e a forma do defeito ósseo, a região e a saúde de cada paciente.

Do próprio paciente

Osso autógeno

Retirado de outra região da boca ou, em casos maiores, de outra parte do corpo. Exige uma área doadora.

De origem animal

Xenógeno

Material de origem bovina ou suína, processado para uso odontológico. Funciona como arcabouço para o osso novo.

De banco de tecidos

Alógeno

Osso humano de doador, processado e fornecido por banco de tecidos regulamentado.

Sintético

Aloplástico

Materiais produzidos em laboratório, como fosfatos de cálcio, que servem de base para a formação óssea.

Técnica

Regeneração óssea guiada

Uso de membrana sobre o enxerto para proteger a área enquanto o osso se forma.

Após extração

Preservação alveolar

Preenchimento do alvéolo logo após a extração para reduzir a perda de volume.

Passo a passo

Como funciona o tratamento com enxerto

01

Tomografia e planejamento

Medição do osso e definição da posição ideal do futuro implante.

02

Escolha da técnica

Tipo de material, uso de membrana e se o implante será instalado junto ou depois.

03

Cirurgia do enxerto

Procedimento com anestesia local, seguido de orientações detalhadas de pós-operatório.

04

Período de maturação

O osso novo precisa de tempo para se formar. Costuma levar alguns meses, conforme a técnica, o material e o caso.

05

Reavaliação e implante

Nova imagem confirma o ganho ósseo antes de instalar o implante ou a prótese.

Cuidados após o enxerto ósseo

Inchaço, desconforto e pequenos hematomas nos primeiros dias são esperados. Compressas frias, repouso relativo e as medicações prescritas ajudam no controle.

Evite mastigar sobre a área e não use próteses removíveis que pressionem o enxerto sem liberação do profissional. A pressão pode atrapalhar a formação do osso.

Fumar prejudica a circulação e está associado a mais complicações em enxertos. Diabetes também deve estar controlado. Esses fatores influenciam diretamente o resultado.

Exposição da membrana, saída de material granulado, dor crescente ou febre devem ser comunicadas logo. Depois do implante, a rotina descrita em manutenção de implantes ajuda a proteger o osso conquistado. Quando dentes vizinhos se inclinaram para o espaço vazio, o plano pode incluir uma etapa de ortodontia em adultos antes do implante.

Limites importantes

  • O enxerto aumenta o tempo total do tratamento, pois o osso precisa amadurecer antes de receber carga.
  • A formação de osso varia entre pessoas. Parte do material pode não se integrar, e um novo procedimento pode ser necessário.
  • Há riscos como infecção, exposição da membrana e alteração temporária de sensibilidade, que são discutidos no planejamento.
  • Em alguns casos, implantes curtos, inclinados ou outra prótese podem evitar o enxerto. As alternativas são avaliadas caso a caso.
  • Esta página é informativa e não substitui a avaliação individual.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre enxerto ósseo

Por que o osso some depois que perco um dente?

Sem a raiz e os estímulos da mastigação, o osso alveolar se remodela e perde volume. A perda costuma ser maior nos primeiros meses após a extração e continua aos poucos com o tempo.

Enxerto ósseo dói?

O procedimento é feito com anestesia local. Nos dias seguintes pode haver dor, inchaço e hematoma, que costumam ser controlados com medicação e cuidados orientados.

Quanto tempo depois do enxerto posso colocar o implante?

Depende do tamanho do defeito, da técnica e do material usado. Pode ser no mesmo ato cirúrgico ou após alguns meses de maturação. O profissional define o momento com base em exames.

O enxerto pode ser rejeitado?

Os materiais usados são preparados para serem compatíveis com o organismo. O que pode ocorrer é a perda parcial do enxerto por infecção, exposição ou falta de irrigação sanguínea. Fumo e diabetes descompensado aumentam esse risco.

Toda pessoa que perdeu um dente vai precisar de enxerto?

Não. Muitas pessoas têm osso suficiente para o implante. Quando o planejamento começa antes ou logo após a extração, às vezes é possível preservar o volume e reduzir a necessidade de enxertos maiores.

Por que a tomografia é pedida antes do enxerto?

A radiografia comum mostra o osso em duas dimensões. A tomografia mostra altura, espessura e estruturas próximas, como nervos e seio maxilar, o que torna o planejamento mais preciso.