Uma mordida que não encaixa bem nem sempre incomoda, mas pode afetar a mastigação, o desgaste dos dentes e a higiene. Cada tipo de alteração tem causas e caminhos de correção diferentes, e o primeiro passo é entender se o problema está nos dentes, nos ossos ou nos dois.

Quando o problema é dentário, os ossos dos maxilares têm tamanho e posição adequados, e são os dentes que estão mal posicionados. Nesses casos, a ortodontia costuma conseguir a correção movimentando os dentes, com aparelho fixo ou alinhadores.
Quando o problema é esquelético, há diferença de tamanho ou posição entre maxila e mandíbula. Em crianças em crescimento, é possível tentar orientar esse desenvolvimento, por isso existe a abordagem de mordida cruzada e aberta na infância. No adulto, desproporções importantes podem exigir cirurgia ortognática combinada com ortodontia.
Muitos casos misturam os dois componentes. Fotografias, radiografias e a análise do perfil ajudam a identificar o que predomina.
Identificar o tipo de alteração é o que orienta o tratamento. A avaliação começa por aí.
Agendar avaliaçãoUma pessoa pode ter mais de uma alteração ao mesmo tempo.
Os dentes da frente não se tocam quando a boca fecha. Pode estar ligada a hábitos como sucção de dedo, posição da língua ou ao padrão ósseo.
Dentes superiores fecham por dentro dos inferiores, na frente ou dos lados. Pode envolver dentes ou a largura da maxila.
Os dentes superiores cobrem demais os inferiores. Em casos acentuados, os inferiores podem tocar a gengiva do céu da boca.
Dentes superiores muito projetados à frente, às vezes associados a mandíbula mais recuada (retrognatismo).
A mandíbula fica à frente da maxila, e os dentes inferiores ultrapassam os superiores.
Falta de espaço que encavala os dentes, ou sobra de espaço que deixa espaços entre eles.
A escolha depende do tipo de alteração, da idade e do componente dentário ou esquelético.
Aproveita o crescimento para orientar a relação entre maxila e mandíbula, quando indicado.
Movimentam os dentes para alinhar e ajustar o encaixe.
Em alguns casos de mordida cruzada, aparelhos expansores aumentam a largura do arco superior.
Hábitos de sucção, respiração e posição da língua podem pedir avaliação com outros profissionais.
Desproporções ósseas importantes podem exigir cirurgia ortognática combinada.
O que incomoda, hábitos de infância, respiração, tratamentos anteriores.
Como os dentes se encaixam em repouso e em movimento, e como está a articulação.
Fotografias de rosto e dentes, radiografias e modelos ou escaneamento.
Definição do tipo de alteração e do componente dentário ou esquelético.
Opções, limitações e, se necessário, encaminhamentos.
As causas são variadas: herança genética, hábitos prolongados de sucção, respiração predominantemente bucal, perda precoce de dentes de leite e perdas dentárias na vida adulta. Na infância, hábitos como chupeta e dedo merecem atenção sem alarmismo; veja mais em hábitos orais.
Uma mordida desequilibrada pode concentrar força em alguns dentes, favorecer desgaste e fraturas, dificultar a higiene e incomodar na mastigação ou na fala. Nem toda má oclusão causa sintomas, e nem toda precisa de tratamento: isso é discutido caso a caso.
Para crianças, a primeira avaliação por volta dos 7 anos, recomendada pela Associação Americana de Ortodontistas, ajuda a identificar alterações de crescimento. Em adultos, a ortodontia para adultos considera também gengiva, restaurações e perdas dentárias.
É quando dentes superiores fecham por dentro dos inferiores, em vez de por fora. Pode acontecer nos dentes da frente ou nos laterais, e envolver só dentes ou também a largura da maxila. O tratamento varia conforme a causa e a idade.
O primeiro passo é uma avaliação para entender o quanto falta de espaço e por quê. Dependendo do caso, o alinhamento pode ser feito com aparelho fixo ou alinhadores, às vezes com expansão, desgastes mínimos entre dentes ou, mais raramente, extrações.
Muitas vezes, sim, mas o caminho depende da causa. Quando ligada a hábitos ou à posição da língua, controlar esses fatores é parte do tratamento. Quando há componente esquelético importante no adulto, pode ser necessária cirurgia.
Sobremordida é o quanto os dentes superiores cobrem os inferiores na vertical, e algum grau é normal. Fala-se em mordida profunda quando essa cobertura é excessiva. A avaliação mede e interpreta isso no contexto da mordida toda.
Não. O espaço pode ter causas diferentes, como dentes pequenos, freio labial, hábitos ou perda de dentes. Às vezes a ortodontia é indicada; em outros casos, resinas ou lentes podem ser alternativas, ou uma combinação delas.
Depende da origem e da intensidade. Em crianças, a orientação do crescimento pode ajudar em alguns casos. No adulto, quando a mandíbula está muito à frente por causa do osso, o tratamento costuma combinar ortodontia e cirurgia ortognática.